Twitter, pegou ou não pegou?
Março 6, 2008
Encontrei no Carreira Solo esse video que explica o funcionamento do Twitter, ou pelo menos como ele deveria funcionar segundo seus idealizadores.
“What are you doing?” – Faz Sentido
Depois de ver o video, quem ainda não se cadastrou ou não entendia a proposta pode ficar tentado a clicar. Movido pela curiosidade, pela ferramenta e pela vida dos outros.
Mas quem é que vai parar para escrever que esta tomando café?
Um novo uso
Aqui no brasil (não tenho seguido gente de fora) vemos um movimento muito diferente do previsto, o Twitter move debates e notícias.
Imagine que seu amigo postou um link de uma notícia “X”, o Twitter te permite rebater com uma resposta. Seus amigos veem a sua resposta e vão atrás do video, ficam amigos do seu amigo que postou a notícia “X”, postando a ele suas impressões sobre a notícia que ele postou.
Esta aí um movimento social muito mais interessante.
A comunidade blogueira toda adotou o Twitter, todos os dias eles postam links, notícias, videos e raramente seus copos de café.
Mas pegou?
Bem, eu me cadastrei a muito tempo. Tentei usar como eles queriam e uma mensagem “fui ao McDonalds” ficou lá durante meses. Retomei o uso depois do boom dos blogueiros. Me empolguei e indiquei a todos os meus amigos que usassem.
Meus amigos que não trabalham com internet ou que não são geeks tem certas resistência até hoje, não entendem a interface, o funcionamento e a lógica “eu não vou ficar parando pra escrever o que eu estou fazendo toda hora!”. E aí, eu dou razão a eles.
Dá pra fazer uso comercial?
O festival de música “Planeta Terra”, realizado no final do ano passado montou um profile que anunciava as novidades dias antes do evento. As bandas que iam tocar, as novidades na estrutura, os horários, tudo era anunciado primeiro lá. E quem não quer ter a notícia que lhe interessa antes.
Ficou curioso? Quer visitar o meu Twitter? Lá vai http://twitter.com/thiagoah
Eu e a minha visão de internet
Maio 16, 2007
Será que sou só eu? Depois do post negando a interface como arte(que só serviu para ilustrar esse post) venho aqui deixar uma questão no ar. O que é internet pra você? E quem é o profissional de internet pra você?
Eu sempre afirmei que as universidades daqui não formam profissionais qualificados a trabalhar com internet. Durante uma das minhas passagens profissionais eu ouvi que deveria aprender a programar porque esse seria um diferencial meu como designer, acho que meu chefe só falou isso porque nosso único programador havia saido da empresa, mas não é que hoje faz sentido pra mim? Não, eu não acho que diretores de arte tem que aprender a programar, mas programar no meu caso ampliou o leque de possíbilidades e me fez ver a internet além da folha em branco cotidiana no universo dos designers.
A partir de hoje eu começo a postar aqui a visão de alguns profissionais da área sobre o que é internet pra eles.
Vou começar postando o meu ponto de vista. Que espero não seja só meu. O espaço está aberto, vamos debater a internet.
Eu vejo…
Se você voltar atrás e pensar no computador como a máquina mais complexa e facinante já inventada. Não estamos falando de uma plataforma audio-visual como a TV ou o cinema, em um espaço para notícia e informação como os jornais e revistas, estamos falando de uma maquina que processa tudo isso e ainda permite interação.
Quando pensamos no computador como meio de comunicação multipontos(internet) o conceito se amplia ainda mais, porque aí então o computador além de processar imagem, texto, sons e algoritmos que geram infinitas possíbilidades, estamos falando de uma máquina que liga pessoas, e ganha a possibilidade receber e processar uma informação de qualquer outra parte do mundo alí, na sua frente, em tempo real.
Internet pra mim tem como chave a variavél(inconstante) usuário.
A chave que guarda o segredo de tudo isso. O cara que ta aí inventando, educando o mercado, absorvendo tecnologia numa velocidade absurda.
E o profissional de internet do futuro é o cara que vai entender “ver” isso tudo. Entender internet como um espaço onde as coisas acontecem e acontecem graças a esse cara vai ser fundamental. O designer vai criar a interface, o programador vai codificar a a mensagem do computador para o usuário e vice-versa, o mídia vai buscar no espaço as possibilidades de falar com o usuário. Mas o interativo, esse sim vai pensar em tudo isso pensando só em internet.
A torre de Babel da propaganda online
Abril 18, 2007
Dando continuidade ao post anterior, vou falar um pouco da dificuldade na comunicação entre os departamentos de mídia, criação e programação/tecnologia.
O que percebo é que criação e tecnologia tentam um dialogo, mas não se entendem. Já a mídia, essa deve estar num outro nível da torre.
Como disse anteriormente, as possíbilidades são grandes, inovando em formatos já existentes ou criando novos.
O termo-vedete da vez é EXPERIÊNCIA. Acho que estamos educando os usuários através dessas experiências, e eles dando forma ao mercado com seu aceito(o click).
Você inova de acordo com o que os usuários mostram que gostam ou são capazes de fazer, eles respondem de uma forma muito simples, interagem ou não. Você como agência transforma a “experiência” em case e estudo de hábito de usuário.
Já ouvi que a internet é o TUDO, é radio, é TV, é revista, é jornal além de ser internet, e de fato é. Os profissionais que estão trabalhando com internet hoje foram formados para o mercado off(em sua grande maioria), quem está chegando tem que se especializar em gente.
Multimídia no sentido mais amplo que a palavra tem. E quem é que vai falar com toda essa galera? Faze-los falar a mesma língua? O brasileiro já está na lista dos usuários mais assiduos de internet. Estamos falando o que eles querem ouvir, ler e ver?
QUANDO É QUE VAMOS DEIXAR DE VER SUPERBANNER, BANNER, SKYSCRAPER PRA VER OPORTUNIDADES DE SER SURPREENDENTES?
(Este post é uma prévia de um assunto que pretendo abordar em breve)
Eu costumo dizer que a internet cresce com os usuários. A web 2.0 nada mais é do que a descoberta do poder que temos como usuários de internet. A tecnologia vai respondendo a essa evolução comportamental e gerando produtos “inovadores”.
A propaganda online sempre foi muito questionada. As estatisticas não são muito favoraveis, a tava de conversão de cliques em banners por exemplo é de 1%. As agências e profissionais defendem como experiência, branding (o que eu concordo).
A um tempo atrás escervi(alfinetei) no CI9 um post sobre uma peça da Natura onde o usuário podia optar por não vê-lo durante um período de tempo(iniciativa continuada pelo próprio CI9 agora).
Ok, depois da polêmica e da minha retratação, minhas impressões agora são a favor deste tipo de iniciativa.
Mas acho fundamental que tecnologia, criação e mídia se conversem. Nesse caso minhas perguntas são: falando de tecnologia, como se comporta essa propaganda não vista? O page-view(não-view) é contabilizado? E falando do ponto de vista da mídia, quem ta pagando pelo espaço vazio?
Do ponto de vista de mercado, é legal ter números a respeito do comportamento do usuário, ver um cliente corajoso como a Natura topando ser fechada. Que venham os resultados confirmar que toda ousadia é valida.
FIAT na passarela
Janeiro 29, 2007
Está acontecendo em São Paulo o “São Paulo Fashion Week”, o evento de moda mais importante do país.
Não é surpresa saber que marcas de sapatos, cosméticos e bebidas têm seus espaços promocionais no evento. Mas o que faz uma montadora de automóveis lá? Como conversar com público do evento? Como proporcionar uma experiência relevante para a marca?
Ainda não citei aqui nenhum case de Fiat, mas sem dúvida é um dos clientes que eu leio, vejo e interajo suspirando: “Um dia eu ainda vou trabalhar pra eles”.
Assim como o HSBC de alguns posts atrás, costumo citar a FIAT como cliente corajoso.

Na edição deste semestre do SPFW, a FIAT montou um lounge e fechou parceria com a Cavalera para criação de estampas inspiradas na marca, que foram desfiladas junto à coleção da marca. Alinhada a ação promocional, ainda lançaram o site www.fiatfashion.com.br.
Conceito explicado, coleção exposta, possíbilidade de comprar as camisetas online e de ver o que está rolando no lounge através de webcams instaladas no local.
Batizada de FIAT INNOVATION ATTITUDE a ação, iniciada em julho de 2006 no mesmo evento, agora conta com suporte online condizente. Vertir-se com a marca não é novidade, o restante sim. Um público diferenciado. Alcance menor que horário nobre na tv. Mas uma experiência mais impactante, um momento maior que 30 segundos, que você ainda pode levar pra casa, ou acessa-lo a qualquer momento.É de tirar o chapéu.





