Saboreando Cinema
Julho 12, 2007
O gancho de sabor e cinema é inspirado por Ratatouille, novo filme da Pixar Animation Studios que estreou na semana passada.

Pra mim o melhor filme do estúdio, tecnicamente falando. Não espere por piadas. Elas estão lá, porém mais sutis que nunca. Os personagens são bem construídos e estão todos lá por uma razão, nenhum coadjuvante rouba a cena.
A direção de arte é um capitulo a parte. Li em uma entrevista do diretor Brad Bird dizendo que fazer comida digital parecer real e apetitosa era um grande desafio, saí com vontade de comer o tal do Ratatouille, acho que eles conseguiram.
Mas o que eu queria falar mesmo é da edição, que me deixou boquiaberto. A sequência do ratinho pelos esgotos que o levam a Paris e mais tarde quando chega ao restaurante é digna de obras como Requiem por um sonho ou Trainspotting.
Perceba como a camera dança nessas cenas, como os cortes dão ritmo e te levam a atmosfera do nosso amigo Remy, uma experiência gratificante. É tudo tão grande pra ele e tão difícil.
E a internet?
O que dizer, estou a um ano ouvindo falar de Ratatouille, as fotos, as sinopses prévias, os teasers e o trailler… ah o trailler. Eu acho que os estúdios de cinema fazem ótimo uso da internet. Foi um ano de expectativa e contato com a marca “Ratatouille”. Tanto contato que me ensinou a falar (rat-a-tuí), a escrever Ratatouille e quase a cozinhar o prato. Um curso de um ano, uma lição pra toda a vida.
Pra quem gosta de cinema e de internet, uma aula.
Que venha Wall-E (pronuncia-se Wallie), o próximo projeto da Pixar, previsto para estreiar em 2008.
Game Ad
Janeiro 12, 2007
Traduzido do AdvertisingLab
Burger King Vende 2 Milhões de Cópias de Seu Jogo em 4 Semanas

O Burger King (EUA) anunciou que sua trinca de jogos para Xbox e Xbox360 quebraram a marca de 2 milhões de cópias vendidas em apenas 4 semanas. O número representa a venda acumulada dos três títulos: Sneak King(foto), Pocketbike e Big Pumpin, que são vendidos a $3.99 nos restaurantes americanos da rede de fast-food. Isso representa mais que o sucesso Gears of War, que só alcançou este numero em 6 semanas de venda pela internet.
A notícia ilustra 3 coisas. Primeiro: as pessoas não odeiam marcas nos jogos, pelo menos não despropositadamente. Segundo: Diversão patrocinada é mais que propaganda descartável, vale a pena pagar pra ver. E terceiro e mais importante: as redes de fast-food podem ser poderosos sistema de distribuição para todo tipo de coisa, não só pra calorias. Nós veremos mais casamentos entre marcas sem relação direta, como Nike e iPod no ano passado. Também veremos perfis individuais de redes de varejo diversificando sua linha de produtos. A Starbucks(rede de cafeterias) já está vendendo livros e música. Lojas de roupas estão vendendo maquiagem. Ou seja, não é o que faz sentido pra você que importa e sim o que faz sentido pro consumidor e traz dinheiro.
Meu comentário: O preço, somado ao perfil do consumidor americano com certeza foi o grande acerto da ação. Aqui, ninguém tem Xbox e ninguém sabe quem é o “rei do hamburguer”. Mas sem dúvida, surpreender o consumidor é um caminho a ser pensado para branding. Quantas horas essas crianças não estão passando com o “King”?