Me ensina a desenhar?
Dezembro 18, 2007
Um primo de 12 anos fazia uma visita em casa. Entre os assuntos habituais da falta de assunto (causada pela diferença de idade eu acho), ele me perguntou o que eu estudava, respondi “Desenho Industrial” (minha resposta padrão pra quando não quero ficar explicando o que faço), mas uma criança não se contentaria com tão simples resposta (como não pensei nisso antes?).
Ouviu a palavra desenho e logo pediu para ver os meus. Peguei minha pasta, alguns rabiscos no meio de um bloco meio vazio que estavam no meu guarda-roupas e comecei a mostrar pra ele… os olhos brilhavam, em meio a “que dá hora”s. A conversa foi assinada com um “me ensina a desenhar?”
Fiquei sem ação, ensinar a desenhar? Ok, lápis e papel na mão e a primeira lição foi fazê-lo ver linhas. Depois, um pouco de massa: como fazer um circulo virar uma bola e uma bola virar um personagem. Depois de falar e rabiscar pra caramba, perguntei “o que você quer desenhar?” ele respondeu “um carro”. Tudo ficou mais complicado, eu NUNCA desenho carros, mas vamos lá, estava gostando de catequizá-lo. Uns poucos traços e… pronto, ja começava a aparecer algo como uma pick-up.
Vê-lo empolgado com a idéia me deixou animado, mas eu queria mais, queria ser mágico. Soltei um “mas e se eu quiser que seja um fusca?” mais alguns rabiscos e o último traço foi decidido com um “QUE MUITO LOKO(assim mesmo, com K)”. e a conversa finalizada com: “Thiago quero fazer desenho industrial, quero desenhar carros”.
Um filme que vale pela direção de arte
Dezembro 10, 2007
Comprei Frida, filme que conta a história da pintora mais mexicana e mais cool de todos os tempos.
Já havia assistido a um tempo atrás, e nas ultimas semanas as imagens, cores e sons do filme voltaram a minha mente junto a um impulso consumista que me levou a loja, a prateleira, ao caixa e finalmente a bandeja do meu DVD Player.
Eu me questionava: porque estou comprando um filme que nem acho tão bom assim. Fui respondido pela bélissima direção de arte e pela apaixonante personalidade de Frida Kahlo.
Dizem que o filme é vago, que a interpretação de Salma Hayek é falha, mas tem cenas que independem da interpretação da Salma para mostrar quão apaixonante era essa mulher. A cena em que Frida entra na competição de quem bebe o maior gole de tequila para poder dançar com a bélissima Tina Modotti ou a cena de Frida e Diego Rivera recém casados no mercado.
Você leitor que me conhece: eu empresto com gosto!
Você leitor que não me conhece: alugue, compre… vale pela trilha, pelas cores, pelas formas e pela Frida.