O que é VIRAL?

Maio 24, 2007

É engraçado pensar na velocidade com que afirmações ou práticas do mercado deixam de ser novidade. Ontem é pré-história para quem trabalha com internet.Até ontem ainda era comum ouvir que video no You Tube era formato de viral. Certa vez li que “viral não é formato, é consequência” (Ricardo Figueira – Diretor de Criação da AgênciaClick). Siiim, ponto na guerra contra formatos na internet.Agora que é possível planejar uma ação prevendo a viralização, isso é. E parece que a própria AgênciaClick percebeu isso.

http://www.guerradetravesseiros.com.br/site/

Nesta ação para o Fiat Stilo a galera pensou fora da caixa. Video sim, You tube não. A interação reje a navegação e garante bons minutos de contato com a marca. O You Tube não precisa estar fora do plano de mídia, não encontrei os videos no lá, mas com certeza poderia sustentar a ação e nos deixar em contato com as travessas.

http://www.beachshowercam.com/

Nessa outra ação(ainda não descobri qual é a agência) eles partem do principio básico do viral: NÃO PODE PARECER PROPAGANDA, MELHOR AINDA SE PARECER AMADOR. Tá ok, amador de recursos não de criatividade, por favor. Aqui, o que parece ser uma camera ligada a um chuveiro em uma praia qualquer conta com a malícia do consumidor AXE para ser bem sucedida.

Nos dois casos eu acho que a adequação é o grande ponto. Pensar no consumidor, entender o meio internet.
NO FORMATOS. YES RESULTADOS.

Hoje é dia mundial da internet. Estou te parabenizando, querido leitor porque é você que faz tudo isso tão incrível e fascinante. Você, eu, ele, ela, eles alí ó e uma porção de outras pessoas.

Será que sou só eu? Depois do post negando a interface como arte(que só serviu para ilustrar esse post) venho aqui deixar uma questão no ar. O que é internet pra você? E quem é o profissional de internet pra você?

Eu sempre afirmei que as universidades daqui não formam profissionais qualificados a trabalhar com internet. Durante uma das minhas passagens profissionais eu ouvi que deveria aprender a programar porque esse seria um diferencial meu como designer, acho que meu chefe só falou isso porque nosso único programador havia saido da empresa, mas não é que hoje faz sentido pra mim? Não, eu não acho que diretores de arte tem que aprender a programar, mas programar no meu caso ampliou o leque de possíbilidades e me fez ver a internet além da folha em branco cotidiana no universo dos designers.

A partir de hoje eu começo a postar aqui a visão de alguns profissionais da área sobre o que é internet pra eles.

Vou começar postando o meu ponto de vista. Que espero não seja só meu. O espaço está aberto, vamos debater a internet.

Eu vejo…
Se você voltar atrás e pensar no computador como a máquina mais complexa e facinante já inventada. Não estamos falando de uma plataforma audio-visual como a TV ou o cinema, em um espaço para notícia e informação como os jornais e revistas, estamos falando de uma maquina que processa tudo isso e ainda permite interação.
Quando pensamos no computador como meio de comunicação multipontos(internet) o conceito se amplia ainda mais, porque aí então o computador além de processar imagem, texto, sons e algoritmos que geram infinitas possíbilidades, estamos falando de uma máquina que liga pessoas, e ganha a possibilidade receber e processar uma informação de qualquer outra parte do mundo alí, na sua frente, em tempo real.
Internet pra mim tem como chave a variavél(inconstante) usuário.
A chave que guarda o segredo de tudo isso. O cara que ta aí inventando, educando o mercado, absorvendo tecnologia numa velocidade absurda.
E o profissional de internet do futuro é o cara que vai entender “ver” isso tudo. Entender internet como um espaço onde as coisas acontecem e acontecem graças a esse cara vai ser fundamental. O designer vai criar a interface, o programador vai codificar a a mensagem do computador para o usuário e vice-versa, o mídia vai buscar no espaço as possibilidades de falar com o usuário. Mas o interativo, esse sim vai pensar em tudo isso pensando só em internet.

Interface não é arte

Maio 14, 2007

Gosto desse ponto de vista. Somos comunicadores, tradutores de uma arte incompreendida.

Escrevendo em Salon, Scott Rosenberg observou que a “interface” para um drama shakespeariano( o projeto do cenário, o pentâmetro iâmbico etc.) não era a verdadeira arte por trás de uma obra como Hamlet — obviamente a arte reside no que Shakespeare fez com essa interface. Mas a argumentação de Rosenberg amplia a palavra para além do uso que tive em mente, estendendo-a a tal ponto que fica indistinguível de outras palavras mais amplas, continentes, como “genêro” ou “meio”. A “arte” que está no centro de Cultura de interface é a arte de representar zeros e uns numa tela de computador.
Johnson, Steven – Cultura da Interface

Sempre costumo planejar meus finais de semana. A gente só tem 2 dias pra fazer tudo aquilo que não pode durante 5.
Mas minha sexta-feira ganhou ares de aventura quando ouvi da minha irmã que meu cunhado havia comprado o Wii, novo console da Nintendo.

Wii, novo console da Nintendo

Já não haviam mais planos, eu só queria ficar ali, jogando tenis, golf, boliche ou mesmo de espectador. Como era divertido ver minha mãe fazendo lançamento de vaca a distância na versão do clássico Rayman.
jogando wii
Os jagadores modernosos, que evoluiram e se apaixonaram pelas tecnologias anunciadas pela Sony a cada versão do Playstation vão dizer que os gráficos são ruims. E são mesmo. Mas a Nintendo (e as produtoras de games) entenderam isso e fizeram do exagero uma outra experiência.
O conceito é família mesmo, não espere quebra-cabeças complicadíssimos ou games solitários, até existem títulos em primeira pessoa, mas na minha opinião o diferencial está na aproximação das pessoas. Como quando jogavamos dominó em família nas tardes de domingo.

Pra não dizer que não falei das flores

E falando de mercado, o opera tem uma versão pra Wii, o Wii tem conectividade com a web, e os desenvolvedores de jogos em flash podem ter seus aplicativos rodando na TV, sendo jogados com o controle do aparelho. Aiai, to suspirando até agora.

Recebi uma proposta de freela para ilustrar 2 formigas para uma agência de 2 irmãos. O briefing inicial: Queremos 2 formigas que tenham caracteristicas físicas nossas.

Me pus a desenhar. Depois dos primeiros desenhos e… “É que nós queriamos que tivesse referência de Toy Art”.

Ok, mais alguns desenhos e… “É uma formiga só. E vai ser aplicada como nossa marca”.

Mais alguns desenhos e.. “E se ela estivesse virada, e fosse mais divertida? Mas sem ser infantil.”

Resultado: Foram mais de 20 desenhos. 1 escolhido e desescolhido. Vários conceitos e “não ta rolando, já perdemos muito tempo e ainda não chegamos no desenho que queriamos.”
sketches das formigas
formigas versão icone
Últimas tentativas

Uma pena, eu gostei muito de alguns resultados. Acho que algumas opções tem força e personalidade para ser agregada a uma marca, mas infelizmente elas só vão ficar conhecidas aqui, por vocês.

Fiquei frustrado por não conseguir decifrar o briefing ou o desenho que estava lá o tempo todo, na cabeça do cliente.

Eu já não sabia cobrar e agora aprendi a não receber. Foram dias de trabalho, vários emails enviados, algumas visitas feitas, NENHUMA formiga escolhida e nem um centavo no bolso.