Mantenha Distância(ou não). Aula de cinema aplicada a vida.
Abril 26, 2007
Sempre fui fascinado por cinema, com o tempo me tornei daqueles chatos que assiste e comenta a estrutura do roteiro, a fotografia, a montagem e a direção.
Ontem durante a aula de Video Design, minha professora disse umas palavras que devem servir para qualquer tipo de “paixão”.
“Quando você se distancia da obra consegue analisá-la não mais como um mero espectador inocente, consegue perceber como o diretor manipulou suas emoções. Seu riso, seu medo ou suas lágrimas estavam previstas no projeto.”
Profundas as palavras, aplicáveis a muitas outras coisas na vida. Eu por exemplo aplico(até então inconscientemente) isso a meu dia-dia profissional. Porque esse formato? Porque esse posicionamento? Porque’s e senão’s que formam minha visão crítica.
Voltando a falar de cinema eu me peguei a pensar, que fora a razão da professora, muitas vezes eu sentei na poltrona do cinema e saí sem palavras, se os risos ou as palavras estavam no projeto, eu não via projeto nenhum, foi uma experiência única e exclusivamente sensorial. Eu simplesmente deixei de ser o chato de cinema pra me deixar envolver.
Tá, e isso se aplica a internet? Este blog me fez esquecer que era profissional de internet pra simplesmente sentir.
Não estou falando de uma ação sensacional, que fala diretamente com um nicho. To falando de uma história, que fala diretamente com cada um de nós.
Televisão é mídia, mas é sensação e é história. Cinema é projeto, mas é história. E a internet, comunica, é mídia, mas deve fazer história também. A acessibilidade trás a possibilidade de deixar a história de cada um para a posteridade.
Certa vez eu li que um dia todos teriam um blog. Eu adaptaria para “Todos deveriam ter um blog”.
Eu Leio. Novos blogs.
Abril 26, 2007
Acrescentei na lista de Blogs que eu leio, os blogs de 2 carinhas que trabalham(avam) comigo.
O Will é redator, passou aqui pela MídiaClick e duplou comigo em várias peças, algumas das quais foram pro hall do “Fui eu que fiz =D”. Acabou de estreiar seu blog, textos sobre propaganda com seu ponto de vista bem humorado.
O Felipe divide comigo as responsabilidades de flasher da agência, o cara manda muito bem. Dedicado, estamos sempre trocando idéias de Action Script, dividindo referências e jobs. Inteligente, o cara é bom e humilde o suficiente pra dividir seu conhecimento. No seu blog ele escreve sobre experiências com o flash, posta tutoriais e dicas de otimização na programação.
Eu leio. Vocês, leiam.
A torre de Babel da propaganda online
Abril 18, 2007
Dando continuidade ao post anterior, vou falar um pouco da dificuldade na comunicação entre os departamentos de mídia, criação e programação/tecnologia.
O que percebo é que criação e tecnologia tentam um dialogo, mas não se entendem. Já a mídia, essa deve estar num outro nível da torre.
Como disse anteriormente, as possíbilidades são grandes, inovando em formatos já existentes ou criando novos.
O termo-vedete da vez é EXPERIÊNCIA. Acho que estamos educando os usuários através dessas experiências, e eles dando forma ao mercado com seu aceito(o click).
Você inova de acordo com o que os usuários mostram que gostam ou são capazes de fazer, eles respondem de uma forma muito simples, interagem ou não. Você como agência transforma a “experiência” em case e estudo de hábito de usuário.
Já ouvi que a internet é o TUDO, é radio, é TV, é revista, é jornal além de ser internet, e de fato é. Os profissionais que estão trabalhando com internet hoje foram formados para o mercado off(em sua grande maioria), quem está chegando tem que se especializar em gente.
Multimídia no sentido mais amplo que a palavra tem. E quem é que vai falar com toda essa galera? Faze-los falar a mesma língua? O brasileiro já está na lista dos usuários mais assiduos de internet. Estamos falando o que eles querem ouvir, ler e ver?
QUANDO É QUE VAMOS DEIXAR DE VER SUPERBANNER, BANNER, SKYSCRAPER PRA VER OPORTUNIDADES DE SER SURPREENDENTES?
(Este post é uma prévia de um assunto que pretendo abordar em breve)
Eu costumo dizer que a internet cresce com os usuários. A web 2.0 nada mais é do que a descoberta do poder que temos como usuários de internet. A tecnologia vai respondendo a essa evolução comportamental e gerando produtos “inovadores”.
A propaganda online sempre foi muito questionada. As estatisticas não são muito favoraveis, a tava de conversão de cliques em banners por exemplo é de 1%. As agências e profissionais defendem como experiência, branding (o que eu concordo).
A um tempo atrás escervi(alfinetei) no CI9 um post sobre uma peça da Natura onde o usuário podia optar por não vê-lo durante um período de tempo(iniciativa continuada pelo próprio CI9 agora).
Ok, depois da polêmica e da minha retratação, minhas impressões agora são a favor deste tipo de iniciativa.
Mas acho fundamental que tecnologia, criação e mídia se conversem. Nesse caso minhas perguntas são: falando de tecnologia, como se comporta essa propaganda não vista? O page-view(não-view) é contabilizado? E falando do ponto de vista da mídia, quem ta pagando pelo espaço vazio?
Do ponto de vista de mercado, é legal ter números a respeito do comportamento do usuário, ver um cliente corajoso como a Natura topando ser fechada. Que venham os resultados confirmar que toda ousadia é valida.